►Introdução
A inseminação artificial
Fecundação in vitro - microinjecção espermática
Diagnóstico genético pré-implantatório
Lavagem de sémen em casais serodiscordantes HIV, Hepatite C

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Porque é que não conseguimos ter um filho?

Esta pergunta, infelizmente cada vez mais frequente no meio que nos rodeia, devido a várias condicionantes, que iremos abordar mais adiante, é aquela que muitos casais têm de colocar, ao verem passar os meses sem que esse bebé tão desejado, para o qual já tinham feito tantos planos, não chega. Os casais que têm de passar por esta situação costumam sentir que todo o seu mundo vai desabar, como se de repente toda a vida que tinham antes de pensarem em ter um filho não existisse nem tivesse valor algum. Toda a sua vida começa a girar em torno da consecução dessa gravidez, estando acima de qualquer outro interesse, inclusive, muito frequentemente, do próprio casal. De repente, todo um rol de fantasmas, dos quais nem sequer se tinha conhecimento, povoam por completo o pensamento, e frases como “Será que ainda valemos alguma coisa?” ou “Já estamos fora do prazo?” ressoam constantemente na cabeça, por mais que se tente evitar. Até mesmo os familiares e pessoas chegadas, pais, irmãos e amigos, que até aí tinham representado um apoio, começam a incomodar, ao perguntarem o mesmo de sempre: “E vocês? Para quando o rebento?". Palavras como inseminação artificial ou fecundação in vitro, assim como programas de televisão e rádio começa a adquirir um enorme interesse, sem que por vezes se consiga entender grande parte do que ali se expõe.

Provavelmente, o que acabamos de expor no parágrafo anterior poderá parecer-lhe “exagerado”, mas infelizmente não é assim. Temos a certeza de que a maioria dos casais que passam por algo semelhante não acham que seja assim tão exagerado. Claro que, felizmente, nem todos sofrem de todos os “sintomas” anteriormente descritos. Mas estamos convictos que a imensa maioria de casais que demoram um pouco mais que o habitual até conseguirem uma gravidez reconhecem algum destes sintomas.Neste site, dirigido a estes casais e ao público em geral, que puder ter algum interesse nestes temas, mesmo não estando envolvido em problemas deste género, queremos abrir espaços informativos como este, dedicados à reprodução. Com estes pretendemos explicar de uma forma extremamente simples e numa linguagem o mais clara possível (evitando tecnicismos e uma certa gíria usada por vezes pelos médicos, que os torna ininteligíveis para o resto da sociedade) quais são os tratamentos existentes e suas respectivas utilizações, para que praticamente 100% dos casais possa conseguir ter um filho.

O primeiro passo a dar deve ser identificar o problema. Actualmente, existe a ideia generalizada de que toda a gente tem problemas para alcançar a gestação. Na verdade, a realidade é ligeiramente diferente, já que se calcula que 15% dos casais terão algum tipo de dificuldade para conseguir uma gravidez. A primeira razão que poderia justificar esta dificuldade prende-se com o aumento da idade com que a mulher tenta a primeira gravidez. Este facto, motivado pelo tipo de sociedade em que vivemos, faz com que o momento álgido de fertilidade da mulher, aos 25 anos de idade, fique muito longe, em muitos casos, do momento em que a mulher deseja tentar aceder à maternidade.

Por outro lado, é cada vez maior o número de estudos que afirmam que, por causas desconhecidas, o número e a qualidade dos espermatozóides do homem actual apresentam um considerável retrocesso.

E quando é que se deve consultar alguém por não conseguirmos a gravidez? Calcula-se que a probabilidade do casal que não tem nenhum problema conseguir a gravidez cada mês em que tenta é de 25%, aproximadamente. Por outro lado, há estudos em que ficou demonstrado que, após manter relações sexuais sem protecção, ao longo de um ano, 80% dos casais conseguiram a gestação. Este é o momento considerado pelos médicos especialistas em medicina reprodutiva aconselhável para consultar um centro especializado nestas questões: quando ao fim de um ano de tentativas não se conseguir a gravidez.Por último, não devemos esquecer o outro grupo de casais que conseguem sem dificuldades a gestação, mas que perdem a gravidez antes de estas estar terminada. Calcula-se que é normal que 10-15% das gravidezes terminem num aborto espontâneo, por causas não atribuíveis aos pais, mas sim a problemas da própria gestação. Contudo, já não é assim tão normal que os abortos se repitam. Aconselham-se os casais que tiverem sofrido dois ou mais abortos que dêem início a um estudo, a fim de se excluírem eventuais causas que justifiquem os abortos, antes de se tentar uma nova gestação.

Esperamos que esta introdução tenha servido para vos elucidar acerca dos problemas de gestação com que se deparam. Noutras secções deste site iremos falar-vos dos nossos tratamentos de fertilidade, que registam elevadas taxas de sucesso na consecução da gravidez.



 
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